sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Falso

Pura fantasia, êxtase. Uma magia que inicialmente atrai, que te puxa, é como um imã, um forte magnetismo que não te deixa fugir. Você vai, vive, sente, cria laços, faz uma vida inteira em questão de dias, meses. Ela quis ser diferente, mas sabia que não era. E foi. Num passe de mágica ela viu isso tudo desmoronar, derreter. Diante dos seus olhos. Lágrimas. Porque teria que ser assim? Cade aquela alegria inicial? Propaganda enganosa. Ela sofre, grita, esperneia. Encontra alguém, um alguém que a faz esquecer de tudo, e logo em seguida vê que não passou de um esparadrapo pra tapar uma ferida, e que logo foi trocado por outro, pois nunca seria aquele pedaço que dali foi retirado. Mais dor, mais lágrimas. É desvaneio puro, uma penitência por ter deixado tudo pra traz, por não viver o real, por buscar algo que não exite. Ilusão. Seria ela capaz sair da confusão de sua mente? É um labirinto, é nítido o desespero em seus olhos. Ela implora por socorro, pede ajuda, estende a mão... é demasiado tarde, você não tem mais como salva-la, ela se foi, está trancada. Mais dia ou menos dia você sabe que ela sairá de lá, que ela encontrará a chave para aquela porta. Enquanto isso vê o ciclo se repetir, vê a dor, vê a alegria, amores, amizades, separações. Vê a menina caminhar em direção a forca que ela mesma criou. Corda no pescoço. Tênubre seria o fim? É redenção, liberdade.

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